O Museu da Cidade de Manaus, instalado no Paço da Liberdade, no Centro Histórico, recebe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros. A mostra foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde, por meio do Centro Cultural do Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura de Manaus.
A visitação é gratuita e ocorre até 29 de novembro de 2026, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A programação reúne documentos, imagens e relatos relacionados à pandemia de Covid-19, oferecendo ao público uma oportunidade de refletir sobre as transformações provocadas pela crise sanitária no Brasil e, especialmente, sobre a experiência vivida em Manaus.
De acordo com a Prefeitura de Manaus, a exposição é organizada em dez estações imersivas. O conteúdo inclui fotografias, vídeos, cartazes, mensagens, diários, registros digitais e depoimentos de pessoas de diferentes regiões do país, reunidos para preservar memórias individuais e coletivas do período.
Memórias de luto, isolamento e solidariedade
A proposta da mostra é apresentar a pandemia a partir das experiências de quem enfrentou o isolamento social, o luto, as mudanças na rotina e os desafios relacionados à saúde pública. Os materiais também abordam a solidariedade entre brasileiros, o papel da ciência e os efeitos da desinformação durante a emergência sanitária.
Ao reunir diferentes formas de registro, a exposição amplia a compreensão sobre a Covid-19 para além dos números e dos acontecimentos oficiais. Fotografias, mensagens pessoais, vídeos e diários ajudam a mostrar como a crise foi percebida em diferentes lugares e por grupos distintos da população brasileira.
O circuito também propõe uma reflexão sobre a importância de preservar documentos e testemunhos de acontecimentos recentes. Em Manaus, essa discussão ganha uma dimensão local porque a cidade esteve no centro de um dos momentos mais dramáticos da pandemia no país.
Manaus e a crise de oxigênio
A passagem da exposição pela capital amazonense resgata acontecimentos vividos durante a crise de oxigênio de janeiro de 2021. Naquele período, a falta do insumo hospitalar marcou profundamente a população de Manaus e se tornou um dos episódios mais lembrados da emergência provocada pelo novo coronavírus no Amazonas.
Segundo a Prefeitura de Manaus, o conteúdo apresentado no Museu da Cidade relaciona a memória nacional da pandemia com a experiência da capital amazonense. A abordagem permite que os visitantes reconheçam, dentro de uma narrativa brasileira mais ampla, acontecimentos que afetaram diretamente famílias, profissionais de saúde e comunidades locais.
A presença da mostra no Paço da Liberdade também aproxima o debate sobre saúde pública da memória urbana de Manaus. O espaço histórico passa a funcionar como ponto de encontro entre cultura, educação e reflexão sobre um episódio que ainda produz impactos sociais e emocionais na cidade.
Exposição foi apresentada em circuito nacional
A iniciativa integra uma programação do Ministério da Saúde voltada à preservação das lembranças relacionadas à Covid-19. Na apresentação nacional da mostra, o Ministério da Saúde informou que a exposição reúne relatos e registros produzidos por brasileiros para contar a história da pandemia a partir de múltiplas perspectivas.
Em Manaus, a programação foi divulgada pela Prefeitura em 29 de setembro de 2026, com abertura prevista para 30 de setembro. A permanência até o fim de novembro permite que moradores e visitantes incluam o museu no roteiro cultural do Centro Histórico durante o período de visitação.
Serviço
Exposição: A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros
Local: Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade, Centro Histórico
Visitação: até 29 de novembro de 2026
Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Entrada: gratuita
A exposição sobre a pandemia em Manaus oferece ao público uma experiência de memória e reflexão. Ao apresentar relatos de várias partes do Brasil e recuperar o contexto da crise de oxigênio na capital amazonense, a mostra contribui para manter vivo o registro de um período decisivo da história recente do país.
