Como as empresas devem se preparar para as exigências regulatórias de 2026

Por Diego Rodríguez Velázquez 4 Min de leitura

Segundo Paulo de Matos Junior, a entrada em vigor das novas exigências regulatórias do Banco Central marca um divisor de águas para as empresas que atuam no setor de criptoativos. A partir de 2026, somente instituições devidamente autorizadas poderão operar como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs). Essa transição exige planejamento, organização interna e investimentos em estrutura para garantir conformidade total. 

Fortalecimento da governança corporativa

A primeira etapa para atender às exigências de 2026 é o fortalecimento das práticas de governança. Isso inclui a definição clara de estruturas de liderança, órgãos de controle, políticas internas e responsabilidades dos executivos. Empresas que adotarem um modelo de governança semelhante ao do sistema financeiro tradicional terão mais facilidade em cumprir as demandas regulatórias e conquistar a confiança do Banco Central.

Implementação de sistemas robustos de compliance

O compliance será um dos pilares centrais da nova regulação. As empresas precisarão implementar processos eficientes de identificação de clientes (KYC), monitoramento de transações, análise de risco e prevenção a ilícitos. Além disso, deverão manter padrões elevados de auditoria interna e relatórios periódicos. Para Paulo de Matos Junior, investir em equipes especializadas e ferramentas tecnológicas avançadas é essencial para garantir que todas as operações estejam em conformidade.

Preparação para auditorias e fiscalização contínua

A atuação sob supervisão direta do Banco Central implica auditorias recorrentes e a necessidade de manter registros organizados, transparentes e atualizados. As PSAVs deverão garantir que seus sistemas sejam capazes de rastrear operações, armazenar informações e responder rapidamente às solicitações das autoridades. Conforme destaca Paulo de Matos Junior, empresas que adotarem mecanismos robustos de controle terão mais agilidade e menos riscos de penalidades.

Segundo Paulo de Matos Junior, preparar-se para 2026 envolve revisão de processos, compliance ativo e tecnologia confiável.
Segundo Paulo de Matos Junior, preparar-se para 2026 envolve revisão de processos, compliance ativo e tecnologia confiável.

Reforço da segurança tecnológica

Com o aumento da complexidade regulatória, a segurança cibernética se torna ainda mais relevante. As empresas precisarão investir em infraestrutura tecnológica para proteger dados sensíveis, custódia de ativos, sistemas de autenticação e integridade operacional. Isso inclui criptografia avançada, ambientes redundantes, backups completos e testes periódicos contra vulnerabilidades. De acordo com Paulo de Matos Junior, a segurança digital será um dos pontos mais avaliados pelo Banco Central durante o processo de autorização.

Profissionalização das operações e capacitação das equipes

Além da infraestrutura, o fator humano será determinante. As empresas devem investir em treinamento contínuo, capacitação técnica e atualização regulatória para todos os colaboradores envolvidos em áreas sensíveis. A adoção de uma cultura interna voltada para a conformidade é fundamental para evitar falhas operacionais. Segundo Paulo de Matos Junior, equipes bem treinadas reduzem riscos, aumentam eficiência e fortalecem a reputação da empresa.

Planejamento financeiro e adequação estrutural

Cumprir as exigências regulatórias pode exigir capital adicional, estrutura física adequada, contratação de profissionais e implementação de novos sistemas. Por isso, a preparação financeira deve começar antes da vigência das normas. Empresas que realizarem esse planejamento antecipado poderão se adaptar sem comprometer suas operações. Conforme observa Paulo de Matos Junior, a capacidade de organização e investimento será decisiva para garantir não apenas a autorização, mas a competitividade no novo cenário.

Adaptação como estratégia de sobrevivência e crescimento

O marco regulatório de 2026 não deve ser visto apenas como uma obrigação legal, mas como uma oportunidade de amadurecimento do setor. Empresas que se adaptarem rapidamente estarão posicionadas para ganhar mercado, atrair investidores e estabelecer confiança com usuários. A preparação antecipada, administrativa, tecnológica e operacional, será essencial para garantir uma transição sustentável e eficiente.

Autor: Bryan Adams

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