Marcelo Ramos Rebaterá os Ataques do MBL à Zona Franca de Manaus: Uma Defesa da Região Norte e da Justiça Fiscal

By Bryan Adams 6 Min Read

Marcelo Ramos, ex-deputado do PT, se posicionou contra os ataques feitos por membros do Movimento Brasil Livre (MBL) à Zona Franca de Manaus. Durante uma transmissão ao vivo, o MBL afirmou que a prioridade do Brasil deveria ser o estado de São Paulo, sugerindo que a Zona Franca de Manaus, um dos pilares econômicos do Amazonas, deveria ser extinta. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, Ramos criticou veementemente a postura do movimento, classificando seus membros de “bobalhões” e acusando-os de fazer propaganda política com base no preconceito e ignorância. O político destacou a importância da Zona Franca de Manaus não apenas para a economia regional, mas também como uma ferramenta essencial para a preservação ambiental da Amazônia.

A crítica do MBL à Zona Franca de Manaus vem em um contexto mais amplo de discussão sobre os incentivos fiscais no Brasil, com o movimento defendendo que São Paulo, o estado mais industrializado, deveria concentrar esses benefícios. Marcelo Ramos, em sua réplica, argumenta que a Zona Franca de Manaus é um mecanismo fundamental para reduzir a desigualdade regional e fomentar o desenvolvimento da região Norte do Brasil. Ele reforça que a Zona Franca não é apenas uma questão econômica, mas também ambiental, visto que ela contribui diretamente para a preservação da floresta amazônica, o que, para ele, é uma “necessidade não prevista pelos militares” na implantação da política.

Marcelo Ramos foi enfático ao lembrar que São Paulo já é o estado que mais recebe incentivos fiscais, totalizando mais de R$ 44 bilhões por ano, enquanto o Amazonas recebe um valor significativamente inferior. Em sua defesa, ele explicou que a política de incentivos fiscais para a Zona Franca de Manaus visa justamente promover o deslocamento de indústrias para a região Norte e evitar que a exploração do agronegócio e mineração, atividades prejudiciais ao meio ambiente, sejam as principais fontes de receita do estado. Segundo Ramos, a Zona Franca de Manaus surgiu para equilibrar a economia e proteger a floresta, elementos que o MBL parece desconhecer ou ignorar.

A crítica do MBL não se restringe apenas à Zona Franca de Manaus, mas também envolve um discurso xenofóbico contra os estados do Norte e do Nordeste. Durante a transmissão, um membro do movimento fez comentários despectivos sobre as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que são atualmente comandadas por representantes dessas regiões. Esses ataques revelam uma visão de país centrada exclusivamente no Sudeste, o que, para Marcelo Ramos, é um reflexo de um preconceito histórico contra as outras regiões do Brasil, especialmente as mais distantes dos grandes centros econômicos.

Ramos também lembrou que a política ambiental do Amazonas é bem diferente da de outros estados, como São Paulo. Enquanto em São Paulo é permitido que os proprietários de terras plantem até 80% de suas propriedades, o Amazonas exige que apenas 20% da terra seja utilizada para plantio, com 80% destinada à preservação da mata nativa. Esse aspecto, segundo Ramos, é crucial para entender o papel da Zona Franca de Manaus. Sem ela, o estado poderia depender ainda mais da exploração de recursos naturais de forma prejudicial ao meio ambiente, algo que a política de incentivos fiscais visa evitar.

A postura de Marcelo Ramos também se coloca contra a retórica de desintegração regional proposta pelo MBL. Em sua resposta, Ramos afirma que a Zona Franca de Manaus é uma ferramenta de união, não de divisão. O ex-deputado deixa claro que a região Norte não busca competir com São Paulo, mas sim encontrar um equilíbrio que permita o desenvolvimento econômico sem comprometer a biodiversidade da Amazônia. Ele também critica os comentários dos membros do MBL que sugerem que os estados da região Norte deveriam depender de “mesada”, desconsiderando a complexidade das políticas de incentivo fiscal que buscam equilibrar as desigualdades históricas entre as regiões brasileiras.

Marcelo Ramos também lembrou que a Zona Franca de Manaus tem um papel estratégico na economia brasileira, especialmente no setor industrial. A região é responsável por gerar milhares de empregos e atrair investimentos para o Amazonas. Por isso, ele considera irresponsável qualquer discurso que sugira a sua destruição, como foi o caso da transmissão ao vivo do MBL. Segundo Ramos, esse tipo de retórica não leva em consideração as especificidades e desafios da região, que precisa de políticas públicas voltadas para o seu desenvolvimento sustentável, como a Zona Franca.

Por fim, a postura de Marcelo Ramos evidencia a crescente polarização política no Brasil, onde movimentos como o MBL, ligados à extrema-direita, frequentemente adotam discursos que buscam deslegitimar políticas públicas e instituições com o intuito de fortalecer uma visão centralizadora e excluindo outras partes do país. A resposta de Ramos, ao contrário, busca fortalecer a ideia de um Brasil plural, onde todas as regiões têm o direito de desenvolver suas economias de forma sustentável e respeitosa com o meio ambiente.


Autor: Bryan Adams
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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